segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

DEUSES MAIAS

YUMKAX

O senhor do milho jovem, é o deus maia da agricultura, da prosperidade, da abundância e da vida. É representado como um jovem com uma espiga de milho nas duas mãos. Durante o período clássico foi considerado uma invocação de Hunahpú (gêmeo divino de Popol Vuh), que ao morrer, ressuscita na forma de Yumkax e é comumente representado surgindo da terra, emergindo do casco de uma tartaruga, imagem que é narrada na “ressurreição do milho”. É o deus do milho, das montanhas, dos bosques, da selva e da juventude, atacado constantemente pelo deus da seca e defendido pelo deus das chuvas.Entre os maias de Yucatán, era considerado filho de Itzamná e Ixchel e vigia da selva. É o governante, a inteligência diretriz da agricultura e da vida na natureza.

AH PUCH

O rei e Deus de Xibalbá, o inferno. Descrito como um esqueleto ou cadáver com um rosto de jaguar adornado com sinos, é o deus da morte. Tem como cabeça um crânio, e as costas nuas mostrando partes da coluna vertebral; se seu corpo está coberto de carne, ela aparece inchada e com círculos negros que sugerem a sua decomposição. Os acessórios imprescindíveis de sua vestimenta são ornamentados em forma de cascavéis. Ah Puch, antítese de Itzamná, tem, como ele, dois hieróglifos de seu nome, e é depois dele, a única divindade que se distingue desta maneira. O primeiro representa um cadáver com os olhos fechados pela morte, e o segundo, é a própria cabeça do deus com seu nariz longo, as mandíbulas descarnadas e como prefixas, uma faca de sílex (vidro vulcânico) para os sacrifícios.

CHAAC

Uma das manifestações de Itzmaná, é uma importante divindade associada à água e, sobretudo à chuva. Representado com um grande tronco inclinado até o alto, tinha grande importância e o povo o invocava para obter boas colheitas. Segundo relatos, esse deus vivia nas cavernas ou nos “cenotes” (depressões aquíferas muito comuns na península), que eram também consideradas a entrada para o inferno. Por vezes, é representado como quatro deuses, separado pelos quatro pontos cardiais, e como um homem velho com aparência semelhante a um anfíbio ou um réptil, com seu característico nariz grande e curvado, carregando um machado que representa o trono, o raio. Já o associaram com a rã ou sapo. Diante de seu poder está à seca, a chuva, o granizo, o gelo e o raio, motivo pelo qual, os feiticeiros antigos, temiam sua cólera.

HUNAB KU

É o principal deus da mitologia maia, considerado o centro da galáxia e, por sua vez, o coração e a mente do criador. Apesar de existirem “essências” menores, Hunab Ku era o centro de tudo. Tem uma parte masculina e outra feminina, o que lhe permite criar. Construiu o mundo três vezes. A primeira foi habitada por Gênios, a segunda pelos Dzolob (uma raça obscura e sinistra) e a terceira e última pelos Maias. É o deus absoluto, o incomensurável e o deus do não manifestado. O espírito universal inimaginável, sem forma, a divindade única, existente em si mesma e à margem do tempo. Pai e senhor de todos os deuses, é considerado o ser absoluto, que jamais foi representado sob nenhum aspecto ou conceito e que, entretanto, estava presente em tudo como provedor da medida e do movimento. É o Ser de todos os seres. Ele é o que é o que sempre foi e o que sempre será. 


ITZAMNA


Filho de Hunab Ku, Itzmaná destacava-se no topo do panteão maia. Aparece representado como um velho sem dentes na boca e bochechas afundadas. Seu nome tem dois hieróglifos, o primeiro, que pode ser uma representação convencional de sua cabeça, e o segundo que contêm como elemento principal, o sinal do dia de Ahau. Esse sinal de dia, significava “rei, imperador, monarca, príncipe ou grande senhor”; de maneira que, o segundo dos hieróglifos do nome de Itzmaná, declara sua posição como chefe do panteão maia. Era o patrono do dia de Ahau, o último e mais importante dos vinte dias maias. Era o Senhor dos Céus, da Noite e do Dia. Foi o primeiro sacerdote, inventor da escrita e dos livros, que deu a Yucatán os nomes com os quais são conhecidos hoje e que dividiu as terras nesta região. Como primeiro sacerdote e inventor da escrita, Itzmaná é claramente um deus cuja origem remonta ao início da história maia e que, provavelmente, sempre encabeçou o panteão daquele povo.







Fonte de pesquisa :www.seuhistory.com









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Professor Paulo R. Küster